Rodrigo Silva

Tembici & iFood

Transformando um produto deficitário em uma operação sustentável em contexto de crise

São paulo, Brasil

An illustrative sketch of a flower

Durante a pandemia, a Tembici enfrentava um cenário crítico, porque todas as pessoas que utilizavam o serviço estavam dentro de suas casas.

O crescimento acelerado do delivery trouxe um novo perfil de usuário: entregadores, que passaram a utilizar intensivamente as bicicletas — originalmente pensadas para lazer.

Esse desalinhamento gerou um efeito em cadeia:

  • piora na disponibilidade de bikes
  • queda na experiência de usuários tradicionais
  • impacto negativo em NPS e operação
  • prejuízo financeiro relevante

O produto não estava apenas desalinhado — ele estava gerando perda.

Quando um problema de produto vira problema de negócio

Decisões anteriores começaram a conflitar diretamente entre públicos.

Para atender usuários de lazer, a empresa aumentou o tempo de uso das bicicletas. Mas isso abriu espaço para uso prolongado por entregadores, reduzindo drasticamente a disponibilidade nas estações.

O resultado foi um sistema que não atendia bem nenhum dos dois lados.

👉 Não era mais um problema de UX.

👉 Era um problema de modelo de produto.

A decisão inicial: testar antes de escalar

A proposta foi criar um plano específico para entregadores, separado do uso tradicional. Mas havia um problema: tempo.

A empresa precisava reagir rapidamente aos impactos em NPS e EBITDA. Porque isso afetava uma meta imposta pela investidor mais importante dentro da empresa que era o banco Itaú.

A decisão foi validar a ideia com um MVP extremamente simples:

  • cadastro via Google Forms
  • gestão via Google Sheets
  • operação manual

Isso permitiu testar o modelo sem depender de desenvolvimento. Mas trouxe um custo claro.

O momento mais crítico

Com a adesão crescendo, o MVP começou a quebrar.

A operação ficou sobrecarregada:

  • acompanhamento manual
  • aumento no tempo de atendimento
  • dificuldade de controle

Ao mesmo tempo, os usuários já percebiam valor no produto:

  • podiam ficar com a bicicleta por uma semana
  • tinham ganho direto no trabalho diário

Isso criou um cenário paradoxal: o produto estava funcionando — mas a operação não sustentava.

Assumi, junto com o time, uma decisão que impactava diretamente a experiência: manter um sistema manual e ineficiente no curto prazo para validar o modelo de negócio

Isso prejudicou:

  • a operação
  • o usuário

Mas permitiu validar rapidamente algo essencial: o modelo resolvia um problema real

image

Evolução para o produto real

Com a validação, o foco passou a ser escalar.

O sistema evoluiu para uma experiência estruturada:

  • cadastro via aplicativo
  • envio e validação de documentos
  • retirada e renovação via QR Code
  • integração com operação nos pontos físicos

O QR Code foi uma decisão de compromisso. A ideia inicial era eliminar esse passo, mas limitações técnicas tornaram essa a solução mais viável naquele momento.

O que mudou de verdade

A principal mudança não foi visual — foi estrutural.

O produto deixou de ser um uso improvisado de um sistema existente para se tornar um serviço dedicado, com regras próprias e operação escalável.

Impacto

O projeto contribuiu diretamente para a virada do negócio, ajudando a eliminar um prejuízo mensal de aproximadamente R$1 milhão e atingir o breakeven em cerca de 10 meses.

Além disso:

  • melhoria nos indicadores de NPS
  • redução de conflito entre públicos
  • melhor distribuição e uso das bicicletas
  • maior previsibilidade operacional

Mais do que resolver um problema pontual, transformamos um comportamento problemático em uma fonte sustentável de valor.

image

Onde o projeto foi mais desafiador

Esse não foi um projeto linear.

Foi um projeto com:

  • decisões sob pressão
  • soluções temporárias
  • impacto direto na operação

E isso exigiu aceitar uma realidade importante, nem sempre a melhor experiência vem primeiro — às vezes, validar o modelo é prioridade.

Aprendizados

Produtos não falham só na interface — falham quando não equilibram seus públicos.

  • Velocidade de validação pode ser mais importante que perfeição inicial.
  • Operação é parte do produto, não consequência.
  • E decisões imperfeitas, quando conscientes, podem ser estratégicas.

Rodrigo Silva

Tembici & iFood

Transformando um produto deficitário em uma operação sustentável em contexto de crise

São paulo, Brasil

An illustrative sketch of a flower

Durante a pandemia, a Tembici enfrentava um cenário crítico, porque todas as pessoas que utilizavam o serviço estavam dentro de suas casas.

O crescimento acelerado do delivery trouxe um novo perfil de usuário: entregadores, que passaram a utilizar intensivamente as bicicletas — originalmente pensadas para lazer.

Esse desalinhamento gerou um efeito em cadeia:

  • piora na disponibilidade de bikes
  • queda na experiência de usuários tradicionais
  • impacto negativo em NPS e operação
  • prejuízo financeiro relevante

O produto não estava apenas desalinhado — ele estava gerando perda.

Quando um problema de produto vira problema de negócio

Decisões anteriores começaram a conflitar diretamente entre públicos.

Para atender usuários de lazer, a empresa aumentou o tempo de uso das bicicletas. Mas isso abriu espaço para uso prolongado por entregadores, reduzindo drasticamente a disponibilidade nas estações.

O resultado foi um sistema que não atendia bem nenhum dos dois lados.

👉 Não era mais um problema de UX.

👉 Era um problema de modelo de produto.

A decisão inicial: testar antes de escalar

A proposta foi criar um plano específico para entregadores, separado do uso tradicional. Mas havia um problema: tempo.

A empresa precisava reagir rapidamente aos impactos em NPS e EBITDA. Porque isso afetava uma meta imposta pela investidor mais importante dentro da empresa que era o banco Itaú.

A decisão foi validar a ideia com um MVP extremamente simples:

  • cadastro via Google Forms
  • gestão via Google Sheets
  • operação manual

Isso permitiu testar o modelo sem depender de desenvolvimento. Mas trouxe um custo claro.

O momento mais crítico

Com a adesão crescendo, o MVP começou a quebrar.

A operação ficou sobrecarregada:

  • acompanhamento manual
  • aumento no tempo de atendimento
  • dificuldade de controle

Ao mesmo tempo, os usuários já percebiam valor no produto:

  • podiam ficar com a bicicleta por uma semana
  • tinham ganho direto no trabalho diário

Isso criou um cenário paradoxal: o produto estava funcionando — mas a operação não sustentava.

Assumi, junto com o time, uma decisão que impactava diretamente a experiência: manter um sistema manual e ineficiente no curto prazo para validar o modelo de negócio

Isso prejudicou:

  • a operação
  • o usuário

Mas permitiu validar rapidamente algo essencial: o modelo resolvia um problema real

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Evolução para o produto real

Com a validação, o foco passou a ser escalar.

O sistema evoluiu para uma experiência estruturada:

  • cadastro via aplicativo
  • envio e validação de documentos
  • retirada e renovação via QR Code
  • integração com operação nos pontos físicos

O QR Code foi uma decisão de compromisso. A ideia inicial era eliminar esse passo, mas limitações técnicas tornaram essa a solução mais viável naquele momento.

O que mudou de verdade

A principal mudança não foi visual — foi estrutural.

O produto deixou de ser um uso improvisado de um sistema existente para se tornar um serviço dedicado, com regras próprias e operação escalável.

Impacto

O projeto contribuiu diretamente para a virada do negócio, ajudando a eliminar um prejuízo mensal de aproximadamente R$1 milhão e atingir o breakeven em cerca de 10 meses.

Além disso:

  • melhoria nos indicadores de NPS
  • redução de conflito entre públicos
  • melhor distribuição e uso das bicicletas
  • maior previsibilidade operacional

Mais do que resolver um problema pontual, transformamos um comportamento problemático em uma fonte sustentável de valor.

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Onde o projeto foi mais desafiador

Esse não foi um projeto linear.

Foi um projeto com:

  • decisões sob pressão
  • soluções temporárias
  • impacto direto na operação

E isso exigiu aceitar uma realidade importante, nem sempre a melhor experiência vem primeiro — às vezes, validar o modelo é prioridade.

Aprendizados

Produtos não falham só na interface — falham quando não equilibram seus públicos.

  • Velocidade de validação pode ser mais importante que perfeição inicial.
  • Operação é parte do produto, não consequência.
  • E decisões imperfeitas, quando conscientes, podem ser estratégicas.

Rodrigo Silva

Tembici & iFood

Transformando um produto deficitário em uma operação sustentável em contexto de crise

São paulo, Brasil

An illustrative sketch of a flower

Durante a pandemia, a Tembici enfrentava um cenário crítico, porque todas as pessoas que utilizavam o serviço estavam dentro de suas casas.

O crescimento acelerado do delivery trouxe um novo perfil de usuário: entregadores, que passaram a utilizar intensivamente as bicicletas — originalmente pensadas para lazer.

Esse desalinhamento gerou um efeito em cadeia:

  • piora na disponibilidade de bikes
  • queda na experiência de usuários tradicionais
  • impacto negativo em NPS e operação
  • prejuízo financeiro relevante

O produto não estava apenas desalinhado — ele estava gerando perda.

Quando um problema de produto vira problema de negócio

Decisões anteriores começaram a conflitar diretamente entre públicos.

Para atender usuários de lazer, a empresa aumentou o tempo de uso das bicicletas. Mas isso abriu espaço para uso prolongado por entregadores, reduzindo drasticamente a disponibilidade nas estações.

O resultado foi um sistema que não atendia bem nenhum dos dois lados.

👉 Não era mais um problema de UX.

👉 Era um problema de modelo de produto.

A decisão inicial: testar antes de escalar

A proposta foi criar um plano específico para entregadores, separado do uso tradicional. Mas havia um problema: tempo.

A empresa precisava reagir rapidamente aos impactos em NPS e EBITDA. Porque isso afetava uma meta imposta pela investidor mais importante dentro da empresa que era o banco Itaú.

A decisão foi validar a ideia com um MVP extremamente simples:

  • cadastro via Google Forms
  • gestão via Google Sheets
  • operação manual

Isso permitiu testar o modelo sem depender de desenvolvimento. Mas trouxe um custo claro.

O momento mais crítico

Com a adesão crescendo, o MVP começou a quebrar.

A operação ficou sobrecarregada:

  • acompanhamento manual
  • aumento no tempo de atendimento
  • dificuldade de controle

Ao mesmo tempo, os usuários já percebiam valor no produto:

  • podiam ficar com a bicicleta por uma semana
  • tinham ganho direto no trabalho diário

Isso criou um cenário paradoxal: o produto estava funcionando — mas a operação não sustentava.

Assumi, junto com o time, uma decisão que impactava diretamente a experiência: manter um sistema manual e ineficiente no curto prazo para validar o modelo de negócio

Isso prejudicou:

  • a operação
  • o usuário

Mas permitiu validar rapidamente algo essencial: o modelo resolvia um problema real

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Evolução para o produto real

Com a validação, o foco passou a ser escalar.

O sistema evoluiu para uma experiência estruturada:

  • cadastro via aplicativo
  • envio e validação de documentos
  • retirada e renovação via QR Code
  • integração com operação nos pontos físicos

O QR Code foi uma decisão de compromisso. A ideia inicial era eliminar esse passo, mas limitações técnicas tornaram essa a solução mais viável naquele momento.

O que mudou de verdade

A principal mudança não foi visual — foi estrutural.

O produto deixou de ser um uso improvisado de um sistema existente para se tornar um serviço dedicado, com regras próprias e operação escalável.

Impacto

O projeto contribuiu diretamente para a virada do negócio, ajudando a eliminar um prejuízo mensal de aproximadamente R$1 milhão e atingir o breakeven em cerca de 10 meses.

Além disso:

  • melhoria nos indicadores de NPS
  • redução de conflito entre públicos
  • melhor distribuição e uso das bicicletas
  • maior previsibilidade operacional

Mais do que resolver um problema pontual, transformamos um comportamento problemático em uma fonte sustentável de valor.

image

Onde o projeto foi mais desafiador

Esse não foi um projeto linear.

Foi um projeto com:

  • decisões sob pressão
  • soluções temporárias
  • impacto direto na operação

E isso exigiu aceitar uma realidade importante, nem sempre a melhor experiência vem primeiro — às vezes, validar o modelo é prioridade.

Aprendizados

Produtos não falham só na interface — falham quando não equilibram seus públicos.

  • Velocidade de validação pode ser mais importante que perfeição inicial.
  • Operação é parte do produto, não consequência.
  • E decisões imperfeitas, quando conscientes, podem ser estratégicas.